GANHANDO CAMPO

Logo de início, o projeto foi recebido com um não. Tivemos que mudar a estratégia de abordagem. Focamos então no grupo de mulheres que faziam parte do programa “Mulheres no Campo”, do CAT Sorriso. Trouxemos elas para o processo e elas abraçaram a causa. Em paralelo, visitamos individualmente os produtores e apresentamos o programa. Aos poucos, fomos conseguindo mais adesões. Mas foi no momento de entrega dos relatórios de diagnóstico, onde constavam as fotos (antes e depois) das fazendas, que os produtores se deram conta da sua importância. Em outro momento, propusemos um dia de campo em uma fazenda já adequada, na época do plantio. Foi muito proveitoso e surpreendente, porque é muito difícil tirar o produtor da lavoura na época do plantio. Mas eles foram e liberaram todos os seus funcionários para irem. O projeto fez com que os produtores parassem o plantio! Neste momento, nove fazendas começaram a fazer as adequações.” Cynthia Cominesi, engenheira agrônoma, diretora de sustentabilidade da CAT Sorriso. 

Toda a execução do programa SFTF foi baseada em parcerias locais. Essa é a forma de assegurar qualquer continuidade. A partir dos diagnósticos e capacitações, o programa atribuiu responsabilidades, exigiu comprometimento, influenciando nas tomadas de decisão - seja do produtor, seja do poder público, seja do sindicato. Conseguimos trazer os produtores para dentro do projeto e mais do que isso, mudar sua percepção sobre manejo sustentável”. Gina Timóteo, da TNC.

As parcerias são fundamentais. Seja com associação, sindicato, indústria, poder público local ou bancos. São as parcerias que fortalecem o projeto, dão mais credibilidade. É importante essas articulações estarem bem desenhadas antes de o projeto começar porque são elas que vão fortalecer o projeto, especialmente em um tempo de dificuldade. E dificuldades sempre vão acontecer”.

Rafael Pereira, da Amaggi

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